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  • Foto do escritorIraildon Mota

O doce amargo da desinformação: Como a falta de regulamentação das plataformas pode ser tão perigosa


Foto em fundo preto de uma colher cheia de açúcar com amora em cima.


Você já imaginou a desinformação na internet como uma doença crônica? É como se a sociedade estivesse convivendo com uma enfermidade que a cada dia se torna mais grave e prejudicial para todos. Infelizmente, essa é a realidade que vivemos. A disseminação de notícias falsas, o discurso de ódio e a violência política são apenas alguns dos males que corroem a internet e, consequentemente, afetam a nossa vida em sociedade.


Assim como uma pessoa com diabetes tipo 2 precisa controlar a ingestão de açúcar para manter a sua saúde em dia, a regulamentação das plataformas digitais é fundamental para combater esses abusos online. Negligenciar a aprovação do PL 2630, conhecido como o PL das Fake News, é como dar açúcar em excesso para uma pessoa com diabetes. A curto prazo, pode parecer uma solução rápida e saborosa, mas a longo prazo, trará consequências graves e irreversíveis.


A internet é um espaço de liberdade e expressão, mas essa liberdade não pode ser confundida com a ausência de responsabilidade. As plataformas digitais têm um papel importante na disseminação de informações, mas também precisam assumir a sua responsabilidade em relação aos conteúdos que são publicados em suas redes. A falta de regulamentação abre espaço para a desinformação, o discurso de ódio e a violência política, o que acaba afetando a nossa vida em sociedade.


Dados científicos mostram que o compartilhamento de notícias falsas pode causar prejuízos não apenas para a saúde pública, mas também para a economia e a democracia. A disseminação de informações falsas sobre vacinas, por exemplo, pode levar à diminuição da adesão da população e, consequentemente, aumentar a incidência de doenças que poderiam ser evitadas. Além disso, as notícias falsas podem influenciar nas decisões políticas, o que acaba afetando a nossa democracia e a nossa sociedade como um todo.


Ao regulamentar as plataformas digitais, estamos garantindo mais transparência e segurança para os usuários da internet. Estamos combatendo a desinformação e a intolerância, protegendo a nossa saúde pública, a nossa economia e a nossa democracia. Dessa forma, a sociedade tem muito a ganhar com a aprovação do PL das Fake News e com outras medidas que buscam combater os abusos online.


É importante lembrar que a regulamentação das plataformas digitais não é uma forma de limitar a liberdade de expressão ou a criatividade dos usuários da internet. Pelo contrário, é uma forma de garantir que essa liberdade seja exercida de forma responsável, respeitando os direitos dos outros e promovendo uma convivência saudável e pacífica em sociedade.


Portanto, não podemos mais deixar que a desinformação, o discurso de ódio e a violência política continuem se espalhando livremente na internet. É hora de assumir a responsabilidade e lutar por uma internet mais transparente, segura e responsável.


De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2020, cerca de 7,4% da população brasileira tem diabetes tipo 2. Esse número é alarmante e representa um grande desafio para a saúde pública no país.


No entanto, o número de pessoas que utilizam a internet no Brasil é ainda mais assustador. De acordo com o relatório Digital 2021, elaborado pela We Are Social e pela Hootsuite, cerca de 152,7 milhões de brasileiros usam a internet, o que representa cerca de 70% da população do país.


O uso da internet tem se mostrado cada vez mais importante para a nossa vida cotidiana, seja para fins profissionais, educacionais ou de lazer. No entanto, o acesso à informação nem sempre é confiável e isso tem consequências sérias para a nossa sociedade.


Dados de uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV Direito SP), mostram que 84% dos entrevistados já se depararam com notícias falsas na internet e 70% já compartilharam alguma informação falsa sem saber.


Esses números são preocupantes e reforçam a importância da regulamentação das plataformas digitais para combater a disseminação de informações falsas e proteger a nossa sociedade dos males da desinformação, do discurso de ódio e da violência política.


Assim como o diabetes tipo 2 pode ser controlado com uma alimentação equilibrada e um estilo de vida saudável, a regulamentação das plataformas digitais pode trazer mais transparência e segurança para os usuários da internet e combater a desinformação. É importante lembrar que a saúde pública não pode ser negligenciada e que é responsabilidade de todos lutar por uma sociedade mais saudável e justa.


Assim como o açúcar em excesso pode causar danos irreversíveis à saúde do diabético, as notícias falsas também podem ter consequências graves na sociedade. A curto prazo, elas podem gerar prazer e satisfação imediatos, mas a longo prazo, a desinformação pode corroer a democracia e minar a confiança nas instituições e nas pessoas.


As notícias falsas têm sido usadas para manipular eleições, disseminar ódio e violência e corroer a credibilidade de instituições e autoridades. Elas têm o potencial de espalhar informações enganosas e prejudicar a saúde pública, como no caso de teorias da conspiração relacionadas à pandemia da COVID-19.


Por isso, é importante que a sociedade como um todo se mobilize para combater as notícias falsas e a desinformação na internet. É necessário investir em educação digital e em políticas públicas que incentivem a transparência e a responsabilidade das plataformas digitais. Somente assim poderemos garantir um ambiente digital seguro e confiável para todos.


Embora o Projeto de Lei 2630, conhecido como o PL das Fake News, seja uma importante iniciativa para regulamentar as plataformas digitais e combater a desinformação, é lamentável que, mais uma vez, a acessibilidade para pessoas com deficiência visual tenha sido deixada de lado.


De acordo com dados do IBGE, cerca de 6,7% da população brasileira tem algum tipo de deficiência visual. Essas pessoas enfrentam diversos obstáculos para acessar informações e serviços na internet, especialmente em plataformas que não são projetadas com a acessibilidade em mente.


Enquanto discutimos e aprovamos regulamentações para as plataformas digitais, é fundamental que também nos atentemos à inclusão e à acessibilidade. A falta de acessibilidade é uma forma de discriminação que limita a participação e a independência das pessoas com deficiência visual na sociedade.


Portanto, é necessário que as plataformas digitais sejam projetadas de forma a garantir a acessibilidade para todas as pessoas, incluindo as com deficiência visual. É importante que o PL das Fake News, e outras iniciativas relacionadas, incluam medidas concretas para promover a acessibilidade digital e garantir que ninguém seja deixado para trás na era digital.

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